Quando criança eu tinha uma forma particular de desenhar, mas minhas formas n eram como as coisas que agente vê, então eu não gostava do que fazia. Mas não parava de desenhar, ate tentava retratar algo real e não saia igual, eu achava q não desenhava nada direito. Pra eu aceitar o meu desenho eu comecei a copiar figuras e caricaturas de jornal. Eu decorava certas partes dessas figuras e as misturava, fazendo as minhas figuras c essas misturas, mas sempre me pareceu algo forçado.
Mas eu segui assim, me podando quanto as minhas formas intuitivas e sensíveis para copiar coisas q outras pessoas entendessem e aceitassem, pois bem, por se tratar de técnica apenas, eu aprendi, mas ainda n era o que eu queria fazer, mas acatava o que era normal e aceitável. Só na EBA que eu vim ver que eu desenhava sim, e muito melhor quando eu colocava meu sentimento no papel ao invés de figuras que copiavam algo real, igual ou comum. Durante muito tempo eu pensei q era por falta de capacidade, não entendia a minha particularidade por que talvez a minha necessidade de agradar os outros e mostrar algo era mais importante, mas agora não! Aprendi um pouco e pude ver que perdi fui muito tempo, poderia ter crescido muito dentro da minha particularidade se não tentasse agradar ou mostrar algo p os outros.


Um comentário:
Júnior,
A educação que nossos pais nos deram teve tinha o objetivo de ser aceito e bem visto pela sociedade, o que nos distanciou muito do nosso verdadeiro EU. E não seria diferente que, em suas obras, sempre demonstrando ali a sua verdadeira personalidade, não lhe agradasse por achar que os outros não a aceitariam. Criandos sempre imagens acabadas, com traços definidos. Não existe perda de tempo, vc nunca perde nada. O caminho seguido por vc apenas fortaleceu, serviu para vc ter a consciência que vc tem hoje de que vc é único, exclusivo, especial e que suas obras retratam o seu sentimento. Sinto-me maravilhada ou ler vc "falando" sobre colocar o seu sentimento nas telas, é uma emoção muito grande, e ainda falar sobre intuição e sensibilidade. Eu sempre soube do seu potencial, mesmo vc não acreditando nele. Não sei se vc vai se lembrar agora exatamente do que estou falando. Vc é iluminado. E sabe o uqe gosto em vc? Vc acredita e confia em você. O que sempre te fez lutar por expressões que não fossem convencionais. Hoje posso ver em suas telas, imagens inacabadas. E Osho diz que uma obra de arte acabada, como aquelas que vc fazia na tentativa de satisfazer os outros, estavam mortas. Uma verdadeira obra de está inacabada, como a nossa experiência, que sempre estamos adquirindo, nunca sabemos tudo. Realmente, parabéns por vc ter hoje essa consciência. Estou emocionada, de coração. Parabéns pelo amor. Iria dizer, pelo trabalho, mas sei que pra vc nunca foi um trabalho, e sim, muito amor. Patrícia Oliveira
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